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Entenda: FGTS como garantia no consignado


Entenda: FGTS como garantia no consignado

O uso do FGTS como garantia adicional ao empréstimo consignado – aquela modalidade de crédito na qual o pagamento é descontado diretamente do salário – é uma nova opção à consumidora.

Os bancos ainda estão estudando como implementar a medida, mas espera-se, com ela, baixar os juros oferecidos no consignado. Como acontece com qualquer iniciativa de estímulo à tomada de crédito, é preciso cautela para não acabar se endividando ainda mais com essa modalidade. Para falar sobre os cuidados necessários, conversamos com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

 

Como será o uso do FGTS

Com a medida, a trabalhadora poderá dar como garantia adicional no empréstimo consignado 10% do saldo do seu FGTS e 100% da multa rescisória em caso de demissão sem justa causa – o que corresponde a 40% do saldo acumulado.

A taxa máxima de juros estipulada é de 3,5% ao mês (51,1% ao ano), com prazo de pagamento de 48 meses. Hoje, a taxa média cobrada no consignado ao setor privado é de 42,8% ao ano, ou seja, menor que a máxima colocada pela medida.

Cuidados com o FGTS e o consignado

Medidas que estimulam a tomada de crédito exigem atenção redobrada da consumidora, já que não é difícil “se animar” com a possibilidade e acabar se complicando ainda mais financeiramente. Fazer uma boa pesquisa antes de aceitar o crédito, analisar seu orçamento e entender o que está sendo oferecido é fundamental nesse processo. Confira, então, alguns pontos para considerar antes de colocar o seu FGTS como garantia de um empréstimo consignado.

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Taxa de juros

Por oferecer menos riscos aos bancos – já que eles têm como garantia direta os rendimentos do trabalhador -, o consignado tem taxas mais baixas na comparação com outras modalidades de crédito. Segundo dados do Banco Central, enquanto a média cobrada no consignado para o setor privado está em 43,8% ao ano, a taxa no empréstimo não-consignado, por exemplo, está em 141% e no cheque especial, 327%.

“A taxa do consignado, entretanto, só parece atrativa quando comparada a outras modalidades oferecidas pelo mercado”, explica Marcela. É preciso sempre ter em mente que os juros cobrados são altíssimos no Brasil e não é difícil se perder nessas cobranças.

Além disso, é importante avaliar se a taxa de juros está realmente mais atrativa com a garantia adicional do FGTS. Um dos receios é que a medida seja mais vantajosa aos bancos – que reduzirão ainda mais os seus riscos na operação – do que aos próprios consumidores.

“Queima” de reserva

Outro ponto importante é o comprometimento do próprio fundo de garantia, única reserva financeira de muitas pessoas ao perderem o emprego. “Pensando que o brasileiro não tem o hábito de manter uma poupança, o FGTS é o ‘colchãozinho’ para um momento difícil. Antes de colocá-lo como garantia, é preciso ter a consciência de que não poderá contar mais com aquele dinheiro”, orienta a economista.

Em que situações essa pode ser uma boa opção

 

Para Marcela, essa opção pode ser importante à consumidora em duas situações: na renegociação de dívidas – trocando uma modalidade mais cara pelo consignado, com taxas consideravelmente mais baixas – ou no caso de uma emergência. “É preciso sempre avaliar a sua real necessidade. Ver o crédito como extensão da sua renda é um grande perigo”, explica.

E lembre-se: não pagar juros é sempre a melhor opção. Por isso, se tiver recursos para não entrar em um financiamento – por exemplo, vindos do saque das contas inativas – prefira usá-lo a assumir uma nova dívida.

Fonte: Finanças Femininas



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